Se não sei quem EU SOU - quem serei?

O conhecimento de nós mesmos é requisito fundamental para evitar a loucura.

domingo, 5 de agosto de 2012

FORMAS DE EXPRESSAR A PERSONALIDADE ATRAVÉS DA DOENÇA



Nossas doenças são a nossa cara.

Expressamos ou materializamos no organismo físico o que ocorre na alma de várias formas; dentre elas:

Reativa.
Quando reagimos a estímulos e acontecimentos externos.
Exemplo: sentimentos de medo e raiva afetam o centro de força localizado na altura do estômago, sentimos pressão e desconforto local, “senti um nó no estômago”! Perdurando estes sentimentos e emoções, materializa-se um problema digestivo como uma gastrite e num processo mais demorado e intenso, criamos uma úlcera e, se cultivarmos sentimentos de mágoa, raiva ou ódio fabricaremos um câncer “made in fulano”.
A transferência para o corpo é feita de forma subconsciente, na maior parte das vezes, para justificar algo ou para conseguir benefícios.

Punitiva ou de barganha.
A fixação mental como vítimas dos outros ou da situação nos leva a adoecer como forma de vingança punitiva inconsciente, como se estivéssemos dizendo: “Sou um coitado! Vejam só o que fizeram comigo! Vocês vão acabar me matando!” Essa atitude pode ajudar a cristalizar a tendência para autocompaixão, autodestruição e vingança inconsciente. Fixada essa tendência as pessoas tendem a afastar-se cada vez mais; a família já não dá a mesma atenção e o grupo social logo se desinteressa. Isso faz com que aumente o sentimento de inadequação e rejeição, intensificando o processo.

Fuga.
Ao tentarmos escapar de crises existenciais, como decisões a serem tomadas ou dificuldade em resolver situação desconfortável costumamos usar: cefaléia, sono excessivo, apetite compulsivo, anorexia nervosa, frigidez, impotência, libido exacerbada etc.
Emoções mal resolvidas comprometem a saúde e se há forte envolvimento de ansiedade com temor e insegurança surge: diarréia, micção freqüente, suor localizado e excessivo.

O estudo da forma como nós costumamos adoecer pode tornar-se uma ferramenta para descobrirmos de forma cada vez mais clara o EU SOU.

sábado, 14 de julho de 2012

“Olhos nos olhos quero ver o que você diz”...



A POSTURA NO FALAR NOS DENUNCIA

“Olhos nos olhos quero ver o que você diz”...
  
    Mente limpa e coração aberto não têm o que, do que, e de quem se esconder.

    Se não olhas nos olhos de teu interlocutor; analisa bem tua condição; e, corrige-te, enquanto é tempo.

    Estuda o teu falar no espelho do retorno que projeta os acontecimentos da tua vida.

    Aprende a estudar teu semblante: no espelho, nas fotos, no vídeo.
    Tua imagem sempre irradia o que pensas e o que sentes; pois não conseguimos dissimular o tempo todo. A todo instante nós deixamos cair máscaras que aprendemos a usar; denunciando aos outros quem somos.

Nada resiste a um olhar franco e verdadeiro.

Quem sou eu?
Com que olhos eu me vejo?

domingo, 24 de junho de 2012

OS DESCAMINHOS DA BIPOLARIDADE



Imaginei que sendo seres muito mais reativos do que pró-ativos; as máscaras que usamos no dia a dia fossem colocadas e caíssem basicamente sob estímulos externos.
Vou precisar repensar.

Confesso que não tinha ainda observado nossas mudanças de postura até radicais no dia a dia; por esse ângulo:

Convivem em nossa intimidade vários personagens que vão de antagônicos a engraçados?

A questão surgiu da conversa com uma amiga que até gosta de se sentir bipolar; segundo ela: isso diverte e até escandaliza.
Ela me disse que dentro dela convive numa boa uma Madre Teresa com uma Pomba Gira; ás vezes ela incorpora uma noutras a outra.
Acho que no fundo todos nós ainda somos meio assim.
Ela levar isso de boa; tudo bem – Mas e os em torno? Como é que fica? Acho que na TPM dela, a Madre vai fazer retiro e a pomba gira se esbalda; deita e rola. Mas quando é que uma assume? Quando a outra cansa?

Dá para planejar isso?

Eu imaginava que nossos personagens brotavam assim no puro impulso; trocar os papéis do ator alma de cabeça pensada; eu nunca pensei que fosse possível tamanho jogo de cintura.

Outro dia um amigo me afirmou que quando a coisa aperta para o lado dos interesses dele; ele dá uma de doido varrido e consegue o que quer – sei não – acho que um dia vai dar em camisa de força.

Será que é isso que chamam de ser autêntico?
Assumir a personalidade que dá na telha?
Ou a que interessa ao momento?

Tudo bem que em cada lugar nós sejamos um; mas vários ao mesmo tempo é complicado.
Dia destes ouvi que o negócio da moda atual no comportamento é ser tripolar. Tripolar? Não dou conta nem de ser bipolar.

Acho que vou para um cantinho conversar com os meus botões e tentar botar ordem na casa íntima; nem que seja na base da ditadura – democracia íntima tá gerando bagunça...

O momento está pedindo uma ditadura da mente.
Pessoal agora quem manda aqui; sou eu!
Ego cala a boca!
Emoção pára de chorar sem motivo!
Instinto baixa a bola!
Impulso; menos ou ocê vai ficar de castigo!

Só Deus prá me ajudar a escolher qual a melhor forma de governar essa turma.
Democracia não deu certo.
Parlamentarismo nem pensar; essa turma só quer mamata.
Ditadura; não dou conta.

Deus:
Socorro!
Posso começar tudo de novo?

Melhor me fingir de morto?

sábado, 19 de maio de 2012

CRIANÇA EM CORPO DE ADULTO No ser humano da atualidade a idade cronológica não corresponde á idade de maturidade psicológica. De certa forma, somos velhas e birrentas crianças em corpos de adultos. Muitas são as causas que impedem as pessoas de se humanizarem de forma integral e harmônica. Estamos nos humanizando pouco a pouco. A maior parte de nós ainda se encontra entre o pouco racional e o homem. Pode-se dizer que nós ainda somos trogloditas em muitos aspectos. Não importa nossa idade contada em anos; feito crianças esperneamos por direitos humanos; ou seja, a capacidade de escolher, de intervir em nós mesmos, nos outros e no meio ambiente, de criar e de destruir; no entanto queremos responsabilidade de bichinhos. Essa tentativa de fuga nos levou a criar e a manter uma forma de pensamento mágico e de crenças em sorte, azar, destino, sobrenatural, milagres..., coisa de espíritos crianções. Somos velhas almas retornando a esta dimensão da vida. Ao renascer trazemos um conjunto de tendências, impulsos, compulsões e uma personalidade que vai desabrochando pouco a pouco, segundo os estímulos externos aos quais estamos submetidos. Usando uma linguagem de computador: nem todos os arquivos do nosso espírito serão abertos durante a atual existência, somente aqueles “despertados” pelos estímulos externos e internos relativos ao trabalho existencial a ser executado neste Projeto de Vida. O conjunto de nossas características inatas é a bagagem evolutiva do espírito, herança de si mesmo, a imagem de suas conquistas evolutivas tanto positivas quanto negativas; nada de loteria genética (o que seria uma crueldade contra uns e benefícios para outros). Antes até uns sete, hoje quem sabe até uns três anos de idade, o espírito está na vitrine com tudo o que veio fazer à mostra. É papel dos pais anotarem tudo, estudar as qualidades a serem desenvolvidas, as deficiências a serem corrigidas; educação enfim. Ao longo da existência usamos várias máscaras de comportamentos; mas na velhice o espírito volta para a vitrine e fica á mostra todas as suas qualidades e a falta delas; sua maturidade e a falta dela; com uma tremenda desvantagem: a criança não é cobrada, o idoso sim. Percebemos com relativa facilidade as criancices dos outros; mas ignoramos as nossas atitudes de criança mentirosa, preguiçosa e birrenta. Quando Yung disse que em todo adulto mora uma criança, acertou na mosca; pena que não tocou no ponto certo. Evidente que na fase cronológica da infância algumas características são puras e especiais e deveriam ser mantidas para sempre. Parece loucura; mas o que deveria nos conduzir á maturidade é o principal agente da falta dela: A educação. É proibido aprender. A criança não tem permissão para aprender; apenas para ouvir os discursos recheados de vazios conteúdos que os “mestres” raramente praticam. O que mais aprendemos na infância com os adultos é no tornarmos “meninos maluquinhos”: pensamos uma coisa; dizemos outra; e fazemos ao contrário do pensado e dito. Namastê.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

EXCESSO DE SONHOS E EXPECTATIVAS
Sofremos uma imposição de sonhos e desejos através da mídia tão forte e intensa que estamos indo á loucura; temos que ter tudo que é da moda e todas as novidades antes dos outros; se aceitamos isso somos atirados fora da nossa realidade, queremos participar de tudo o que está rolando no momento; mas não sabemos muito bem porque e para que. O pior é que quando nos posicionamos na nossa real condição nos deprimimos e angustiamos, pois ela é diferente da que nos é proposta diariamente. A árvore dos sonhos é um presente divino que deve ser adubada e especialmente podada com todo cuidado, diariamente. Ela é atacada por vários tipos de pragas: excesso de expectativas, medo, ansiedade, frustrações. Seu manejo exige Inteligência; pois quando apenas e excessivamente adubada sem a devida poda; expande-se em demasia, sufoca tudo que está ao seu redor, mata e morre. Todos os males modernos: insônia, fibromialgia, perda de memória, depressão, angustia, pânico, bipolaridade, dependência química...; têm sua origem nos descuidos no trato da árvore dos sonhos. Como anda a sua? NOSSOS SONHOS E EXPECTATIVAS SÃO A NOSSA CARA... Namastê.

sábado, 14 de abril de 2012

PEQUENOS DESCUIDOS NAS RELAÇÕES HOJE - GRANDES PROBLEMAS NO FUTURO




Não cultivamos o bom hábito de nos conhecermos melhor nem às pessoas com quem convivemos; esse descuido pode dar origem a problemas até angustiantes; tanto na individualidade quanto no coletivo: vida social, família, trabalho.

Apenas focamos as características negativas da personalidade dos outros; nós as julgamos e criticamos quando ferem nossos interesses do momento.
Sem treino pouco conseguimos perceber da personalidade real das pessoas, mesmo as do convívio diário. Fazemos a leitura apenas das aparências; e até nos espantamos com as doenças decorrentes das desarmonias do nosso caráter e dos outros.
Exemplo de leitura inadequada:
- “Uma pessoa tão boa só sabe ajudar os outros e aparece com câncer, que injustiça! Às vezes duvido que exista Justiça Divina!
Inevitável que durante o sofrer, nós esqueçamos quem somos e o que fazemos aqui; na nossa condição atual isso é lógico: confundimos escola com colônia de férias.
- Coitado, vai morrer!
E quem não vai?
Câncer ou qualquer outra doença que anuncie a já anunciada desde o nascimento morte; é presente no bom sentido: pessoa que merece uma chance de resgatar ou transmutar algo em dias, meses ou anos; problema sério é o que desencarna de súbito, sem aviso prévio, especialmente se estiver no auge do sucesso. Evidente que cada caso é um caso – porém o que costumamos chamar de problema, dor e sofrimento; sempre é a solução para cada caso.

“Não julgueis...” disse o Mestre; estudar o outro deve ser com a intenção de ajudar através de nossas atitudes concretas no dia a dia; e de visualizarmos nossas dificuldades de personalidade que se acentuam quando na presença do outro; pois estudar o outro tem tudo a ver com o conhecimento de nós mesmos, requisito essencial para nossa reciclagem.

Fruto ou reforço do sistema educacional nós escondemos nossa verdadeira personalidade usando couraças de contenção e outros disfarces.
Quanto mais fortes os mecanismos de contenção da pessoa; mais difícil torna-se perceber sua personalidade verdadeira; no exemplo anterior: a preocupação excessiva com os outros pode muito bem ser apenas o que ela aparentava, embora pudesse portar: frustração, mágoa, e desejos de vingança contidos, para melhor ser aceita ou amada e outros problemas mais.

Aparentar é bem, muito diferente de ser e, é preciso treino para diferenciar.

Na mágoa, o sentimento de frustração está sob relativo controle da razão.
No ressentimento, a emoção ganha da razão.
No ódio, o desejo de vingança e a razão já desencadeiam uma ação concreta.
A maneira como nós interpretamos as emoções decorrentes de nossas relações podem fazer adoecer.
A mágoa, por exemplo, é um fator importante na formação de displasias e tumores (de acordo com as tendências pessoais). Com as devidas ressalvas, o treino de perdoar é eficaz vacina contra os tumores.
Vacina?
Aprender a relevar as atitudes do próximo, não esperando além do que ele tem a nos oferecer estamos fazendo uma forma de prevenção.
Se zelarmos pela qualidade das nossas relações, nós estaremos nos protegendo e aos outros de possíveis somatizações, obsessão e outras dificuldades futuras.

Quem ama cuida; mas antes aprende a cuidar.

Namastê.

sábado, 24 de março de 2012

QUAL O OBJETIVO DA POLARIDADE DAS COISAS?




A princípio parece que destino humano seja o desenvolvimento das potencialidades latentes em cada criatura.
Parece.
Na sexualidade, por exemplo:
Cada uma das polaridades sexuais é capaz de proporcionar diferentes oportunidades de aprendizado, de desenvolvimento psicológico e de maturidade ou capacidade de discernir. Cada um de nós deve aprender a dominar as experiências que cada uma das polaridades é capaz de oferecer.
Na divina teoria tudo é muito lógico e simples; mas entre nós, na prática as coisas não funcionam bem dessa forma, e o problema é a liberdade que temos de pensar, escolher e de intervir.
A Natureza dispôs as coisas do jeito dela segundo a lei do mínimo esforço: tudo simples, claro e lógico e nos permite fazer as experiências que desejarmos; e não deu outra, como sempre bagunçamos um pouco as coisas, especialmente na polarização sexual vamos de flex a mix em pouco tempo. Nada certo nem errado, nem bom nem ruim; apenas experimentações para vivenciar aprendizado.

Nem todos estão aptos a usar determinados brinquedos pedagógicos cósmicos a qualquer momento; na educação da alma também há as delimitações por faixa etária; mas não as respeitamos; daí: podemos comprovar no dia a dia que existe certa bagunça de polaridades sexuais fruto das conseqüências de nossas escolhas e intervenções anteriores. É comum encontrarmos a todo instante um perfil psicológico predominante de homem num corpo de mulher e a recíproca também vale: uma mulher vestindo um corpo de homem. Isso, não é nem certo nem errado nem bom ou mau apenas é uma forma de aprender e de experimentar. A sociedade normórtica cria preconceitos perigosos em muitos itens da experiência do ser eu em direção ao não ser apenas eu...

O equilíbrio na polaridade sexual ocorrerá quando formos capazes de dominar e incorporar em nosso padrão subconsciente todas as experiências possíveis que essa polaridade masculino/feminino é capaz de nos proporcionar.
Certas características da maturidade psicológica somente serão incorporadas ao exercermos a masculinidade; já outras apenas serão agregadas ao nosso inconsciente quando exercermos a feminilidade, etc.

Tá complicado?
Descomplique...

Namastê.