Se não sei quem EU SOU - quem serei?

O conhecimento de nós mesmos é requisito fundamental para evitar a loucura.

sábado, 24 de março de 2012

QUAL O OBJETIVO DA POLARIDADE DAS COISAS?




A princípio parece que destino humano seja o desenvolvimento das potencialidades latentes em cada criatura.
Parece.
Na sexualidade, por exemplo:
Cada uma das polaridades sexuais é capaz de proporcionar diferentes oportunidades de aprendizado, de desenvolvimento psicológico e de maturidade ou capacidade de discernir. Cada um de nós deve aprender a dominar as experiências que cada uma das polaridades é capaz de oferecer.
Na divina teoria tudo é muito lógico e simples; mas entre nós, na prática as coisas não funcionam bem dessa forma, e o problema é a liberdade que temos de pensar, escolher e de intervir.
A Natureza dispôs as coisas do jeito dela segundo a lei do mínimo esforço: tudo simples, claro e lógico e nos permite fazer as experiências que desejarmos; e não deu outra, como sempre bagunçamos um pouco as coisas, especialmente na polarização sexual vamos de flex a mix em pouco tempo. Nada certo nem errado, nem bom nem ruim; apenas experimentações para vivenciar aprendizado.

Nem todos estão aptos a usar determinados brinquedos pedagógicos cósmicos a qualquer momento; na educação da alma também há as delimitações por faixa etária; mas não as respeitamos; daí: podemos comprovar no dia a dia que existe certa bagunça de polaridades sexuais fruto das conseqüências de nossas escolhas e intervenções anteriores. É comum encontrarmos a todo instante um perfil psicológico predominante de homem num corpo de mulher e a recíproca também vale: uma mulher vestindo um corpo de homem. Isso, não é nem certo nem errado nem bom ou mau apenas é uma forma de aprender e de experimentar. A sociedade normórtica cria preconceitos perigosos em muitos itens da experiência do ser eu em direção ao não ser apenas eu...

O equilíbrio na polaridade sexual ocorrerá quando formos capazes de dominar e incorporar em nosso padrão subconsciente todas as experiências possíveis que essa polaridade masculino/feminino é capaz de nos proporcionar.
Certas características da maturidade psicológica somente serão incorporadas ao exercermos a masculinidade; já outras apenas serão agregadas ao nosso inconsciente quando exercermos a feminilidade, etc.

Tá complicado?
Descomplique...

Namastê.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

REAÇÕES FRENTE À DOENÇA




Frente á doença as reações emocionais dependem basicamente da personalidade, cultura e da visão de mundo das pessoas.

Na doença aguda: predomina o medo da morte sob várias formas; embora sua evolução seja relativamente rápida nela pode ocorrer a fixação do temor na forma de ansiedade fóbica frente a doenças futuras.

Na doença crônica, alterna-se o conformismo com o medo de piora; intercaladas com o sentimento de não aceitação das recorrências; o que gera novas buscas para tentar a cura; nesta fase ficamos vulneráveis ao charlatanismo e ao misticismo ao entregarmos toda a responsabilidade pela cura em fatos externos a nós: medicina, no além ou na “mão de Deus”; nessa condição nós nos acomodamos; e depois vem a revolta quando não alcançamos o esperado milagre; desiludidos abandonamos tratamentos e aprofundamos vícios; neste período as depressões como reações a acontecimentos tendem a fixar-se, o que dificulta a recuperação; pois a depressão bloqueia os centros da vontade, e sem vontade não há cura; diz-se que perdemos a fé, mas o que ela é, senão a confiança depositada na realização de uma determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo? O indivíduo perdeu a fé porque carecia de firmeza na sua sustentação; que é a compreensão daquilo em que se deve crer; crer por crer não serve, é preciso saber. E por que não temos essa compreensão? Pela recusa em pensar; por isso nós delegamos a interpretação das origens de nossas doenças e sofrimentos morais a intermediários; escolhemos mal os recursos e depois tentando escapar das conseqüências dolorosas.
Para a vida, isso, o nosso sentir-se assim: doente ou sofredor, não tem tanta importância, pois essa condição é passageira (dias, meses ou séculos) até que paremos para pensar e, fortalecidos por novas experiências assumamos o comando da própria existência e movimentemos a força da vontade.

A razão mal desenvolvida leva á interpretação inadequada das emoções, o que faz adoecer e dificulta a cura. Exemplo: mesmo em situações que se repetem, e às quais já deveriam ter-se habituado familiares são capazes de atrapalhar os tratamentos da criança devido à sua “contagiante angústia”; esse descontrole de temor frente à doença é ocorrência comum na febre: nas primeiras horas enquanto dura a fase de incubação da doença, o médico está impossibilitado de encontrar um foco infeccioso que a justifique; a conduta ideal é observar e reavaliar dali a algumas horas para confirmar o diagnóstico e adotar a conduta mais adequada; porém a condição emocional da família somada às circunstâncias conduz a remédios que possam cobrir possibilidades imaginárias de agravações; agravando o quadro e levando a desfechos inusitados.

Mas de que forma educar as emoções frente á doença?
Na escola da vida sempre partimos do pequeno para o maior; do fácil para o mais complexo. Todas as pequenas dores e doenças devem servir de lição para entendermos o que cada uma quer nos dizer.
Se entendermos com as pequenas e simples não precisaremos de forma mais complexas para aprender a mesma coisa.
Dica:
Um problema de pele que nos exponha frente a como somos vistos pelos outros, bem compreendido; pode evitar que anos á frente nós tenhamos que aprender a mesma lição com a ajuda de uma seqüela de AVC.

Dentre várias outras coisas: a doença é um excelente psiquiatra.
E a forma como reagimos emocionalmente a ela também pode ser muito útil no conhecimento de nós mesmos.

Namastê.

sábado, 28 de janeiro de 2012

DESPADRONIZAR É PRECISO





Tentar encaixar as pessoas em padrões é uma forma de domínio; quando estamos fora deles somos rotulados de anormais ou até de doentios. Embora seja fruto do sistema de educação e cultura em que fomos criados; nós gostamos; pois nos sentimos confortáveis quando estamos dentro deles; embora de forma instintiva, algumas pessoas se rebelem contra padrões e sistemas; embora nem sempre o façam de forma inteligente e construtiva.

Os prejuízos são consideráveis; pois além da perda da identidade pessoal, do desconhecimento do EU SOU; ao tentarmos sempre nos enquadrar em paradigmas pré – estabelecidos corremos o risco de adoecer, cometer desatinos existenciais e até evolutivos; pois graves problemas de personalidade (segundo o código de ética cósmica) ficam encobertos pela normalidade.

Não apenas as crianças são vítimas da pressão de grupo que acompanha esses parâmetros humanos; os adultos que não amadureceram seu senso crítico também se tornam escravos de modismos voltados para o consumo: roupas e objetos; muitos deles como o fumar, beber, usar drogas são danosos á saúde, e cada vez se tornam mais mortais; pois na tentativa de permanecermos no sistema dos padrões que nos são colocados, nossos limites de adaptação foram extrapolados.

A desculpa e o álibi:
O que todo mundo faz.
Na dieta, por exemplo, as pessoas comem isso e aquilo; e continuam vivas. Todo mundo come; e se todo mundo come faz bem.
O que a maioria pratica assume ares de um padrão correto; mesmo que seja algo absurdo, o que todo mundo faz justifica-se a si mesmo; e até serve como desculpa para tapar o sol com a peneira frente ás leis, o bom senso, a justiça. Num curto prazo isso não parece tão importante; mas em se tratando de evolução humana nos colocamos cada vez mais em situação de exclusão planetária; pois as leis da vida não dependem de pressão de grupo, sistemas de crenças, elas simplesmente existem para que as cumpramos.
O conceito de padrão de normalidade é uma camisa de força que nos é colocada desde o nascimento.
É como se nos dissessem:

É proibido quebrar os padrões estabelecidos.
Exemplo, as tabelas de peso e altura na infância; ou os padrões de beleza infantil: criança gordinha, cheia de dobrinhas e com as bochechas rosadas – coitada da criança cujas tendências orgânicas ousem sair dos padrões estabelecidos pela sociedade e pela ciência é rotulada de doentia, problemática, submetida a muitos exames e, às vezes, entupida de medicamentos para abrir o apetite ou para um processo de engorda no sentido literal da palavra.
Os pais devem ter cuidado para não tentar a todo custo enfiar a criança dentro de padrões e tabelas; é preciso aprender a respeitar a criança em todas as suas características para que ela possa fazer o mesmo consigo ao longo da vida.
Algumas regrinhas básicas são desrespeitadas com freqüência:
Nunca compare uma criança com outra – esse erro é mais comum entre irmãos.
É inteligente reforçar os aspectos positivos das crianças; e não o contrário como é comum.

A maioria que sofre de normose e se deixa padronizar é semelhante a uma boiada indo em direção a um precipício – quem quiser escapar disso; deve sair para a beirada e andar na contramão; evidente que mesmo não afrontando vai incomodar e tirar o sossego do conforto; e será rotulado de pessoa esquisita, nerd, etc. Hoje andar na contramão dos padrões é light; pois até algum tempo quem ousasse ia para a fogueira, masmorra, etc.

Libertar-se dos padrões é mais fácil do que se imagina:
Basta começar a pensar.

Namastê.

sábado, 14 de janeiro de 2012

RELAÇÕES AFETIVAS – MEU BEM; MEU MAL




Nossa vida é feita de momentos.
Estudando como nos comportamos em cada um deles é possível nos conhecermos melhor.

Um caleidoscópio de interesses que produz imagens nem sempre muito belas; regula o trato entre nós – até mesmo e principalmente na afetividade e suas demonstrações.

Como nos vemos uns aos outros segundo os interesses do momento?

Na paixão:
Criatura perfeita; a pessoa dos sonhos.

No interesse forte:
Que criatura doce; apenas precisa mudar algumas coisas.

Depois de alguns meses:
Acho que com o tempo consigo; com que mude essa conduta; essa forma de pensar; esse jeitão; já começamos a colocar Deus no meio da relação, para intermediar: se Deus me ajudar vou conseguir.

Anos depois:
Não sei quanto tempo vou agüentar isso.
Que criatura difícil!
Não quer mudar!

Acho que a culpa é: da família dela que se intromete.
São essas amizades.
Vou dar um jeito de afastá-los.

Relação desfeita:
Desisti.
Essa pessoa não tem jeito; não vai mudar nunca; vou é cuidar da minha vida; fiz tudo que pude. Mereço ser feliz.

Relação mantida:
Entre tapas e beijos; tentativas de todos os tipos; altos e baixos; alguns ardis funcionam, outros não; quando parece que melhorou; torna a recair.
Se não gostasse tanto; ia embora!
Espero que quando estivermos juntos tudo melhore.

Na vida conjugal:
A esperança de que o tempo ajudaria a consertar a outra parte; aos poucos vai por água a baixo.
A luta pelo poder de dominar o outro, de modelá-lo; torna-se cada vez mais acirrada.

Com o passar do tempo...
A maior parte dos ardis: carinho planejado; melosidade; choro; peripakes; depressão; somatização, etc. Nada mais resolve; não funcionam mais; o feitiço quase virou contra o feiticeiro.

Daí, sem que se perceba começamos a praticar:
Pequenas e inocentes vinganças; que são desencadeadas no dia a dia.
Usamos até doença para punir os em torno; e outras coisas mais.

Quando estamos sós:
A solidão também é a nossa cara metade...
Momento de reflexão.

O amor mais pleno chegará com a maturidade evolutiva:
Os desencontros na afetividade serão evitados com facilidade quando entendermos o amor com a maturidade e a inteligência necessária. Deixando de lado o sentimento de posse e a tentativa de controle; aceitando a outra parte exatamente como é capaz e deseja ser.

Namastê.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

DE BOAS INTENÇÕES O INFERNO ESTÁ CHEIO?




Até certo ponto a intenção é determinante na qualidade da interação humana e com os outros seres do planeta e do cosmos.
Mas, a intenção não é tudo?
Não é fator determinante na aplicação da Lei da Responsabilidade Progressiva?

Sim e não segundo a lei da relatividade.
Vivemos um momento especial de seleção – os de raciocínio menos aprimorado e os descuidados também correm risco de transferência; e não apenas os maldosos confessos.

Devido á falta de hábito em meditar e analisar antes de agir, na maior parte das vezes; nós interagimos prejudicando sem querer. Na verdade a denominada por nós de boa intenção era pouco clara: apenas a de buscar nossos nem sempre confessáveis interesses.

No entanto, é preciso cuidado com a qualidade da intenção; pois quando pretendemos afetar a vida de alguém com intencionalidade, será para ajudar ou para prejudicar.

Foquemos a chamada boa intenção.
Imaginemos que seja para ajudar.

Um ponto não pode ser esquecido:
Quem o pretende; precisa saber o que está fazendo; pois não basta querer ajudar, é preciso saber, ter conhecimento, senão ao invés de ajudar, atrapalha ou prejudica. Amor sem inteligência desanda em desatino a merecer reparo.

Um exemplo de prejudicar pensando ajudar, é o dos pais que superprotegem os filhos ou lhes satisfazem todos os desejos querendo evitar que sofram.
Ou os que projetam nos filhos suas carências de todos os tipos.

Exemplo: no ter, possuir, aparentar; na infância gostariam de ter possuído determinados brinquedos e outras coisas; mas não foi possível; daí, hoje para compensar a frustração mal elaborada; e com a ajuda da mídia de consumo, qualquer desejo dos filhos é atendido sem demora; sem questionamentos; sem disciplina – talvez por isso; por esse descuido em chegar á verdade das intenções; nós tenhamos nos dias atuais um sem-número de crianças sem limites, descontentes, mal criadas e de jovens á beira da marginalidade de todos os tipos, etc.
Nós, a maioria, como pais perante as leis da vida não somos nem bons, nem amorosos, nem maus, são apenas descuidados ou até irresponsáveis.

Mas avaliando o outro lado da intenção.

Imaginemos que seja para criar danos, sofrimento ou para prejudicar:
Um dia, em algum lugar do universo; nós nos espantamos quando descobrirmos que não se consegue prejudicar os outros para sempre, de forma definitiva; embora quando em sofrimento ele nos pareça interminável.
É inútil praticar o mal:
Quando temos a intenção de prejudicar alguém por inveja ou vingança os únicos prejudicados somos nós mesmos. A lei de retorno das vibrações geradas por nós é inviolável; e tudo que fizermos ou desejarmos aos outros sempre a nós retorna dia menos dia.
A divertida flexibilidade da justiça natural está no fato que, podemos modificar o que retorna (simples assim); ao mudarmos o padrão das atitudes que lhe deram origem. Ou seja; o recado principal de Jesus: sofrer para quê se nós podemos nos perdoar; socorrer; amparar; enfim aprender a amar verdadeiramente.

Um detalhe, um descuido, que no dia a dia nos atrapalha:
Na matemática da evolução cumprir deveres é apenas obrigação; vale zero; obrigação é bom; mas não conta...

Se até ontem me prejudiquei e aos outros; não basta que de hoje em diante cumpra com todos os deveres e obrigações; é preciso ir além; é preciso reparar ou fazer mais do que o que me competia (lei da caridade).

Somos seres muito antigos e o saldo de nossa consciência nesta existência deve andar muito no negativo; ainda.

Como disse o sábio: Nada é para sempre.
Mesmo que a intenção seja prejudicar; o prejuízo é sempre temporário para as vítimas e mais duradouro para os algozes.

A Fonte Criadora é muito divertida:
Parece gozação, mas quando pensamos estar prejudicando, na verdade podemos estar facilitando o progresso dos adversários; até transformando-os em heróis; pois as dificuldades e problemas que criamos para eles podem tornar-se as ferramentas capazes de ajudá-los a progredir mais rápido (“Bem aventurados os aflitos...” como disse o Mestre Jesus encaixa-se também nesta situação).

Conforme afirmou o Mestre nossos crimes contra as leis da vida assim como nossas caridades são pontuadas (lembra de esmola da viúva?).

Provavelmente para nós para os que deixaram tudo para a última hora; haja menos desculpas do que para os que se fizeram ignorantes antes – embora, nenhuma alma participante desta fase de seleção do planeta tenha a mínima possibilidade de reclamar de falta de conhecimento pela carência de oportunidades; por esse motivo haverá choro e ranger de dentes – pois desculpas não as há mais.

Já conhecedores desse determinismo: que as nossas escolhas interferem e modificam até profundamente a vida de outras pessoas, é o momento de diagnosticarmos nossa realidade – Descobrir o EU SOU para montar uma proposta de transformação interior a tempo.

Além disso; é preciso que estudemos como afetamos a vida do próximo; e como permitimos a interferência das escolhas das outras pessoas em nossa realidade e, em nossas vidas, de forma tão contínua.

Antes de prosseguirmos aguardando possíveis interações fica uma pergunta, uma questão para reflexão:

Afetamos a realidade uns dos outros – sem dúvida.
Mas, teria a natureza nos deixado à mercê uns dos outros, sem um mecanismo capaz de regular a intensidade e a duração dessa interferência?
(Documente, escreva a resposta para posterior comparação).

Sempre há tempo para mudanças, descobertas e transformações...
Mas será que até a eternidade está sujeita á lei da temporalidade ou paciência de Deus?

Como Deus gosta de brincadeiras:

Imitando o velho Noel com seu saco de tranqueiras e badulaques:

O que será que há no saco de Deus?

Namastê.

sábado, 17 de dezembro de 2011

AGRESSIVO EU? - A MÍDIA COMO FATOR DO SABER QUEM EU SOU




Há que haver escândalos; mas aí daquele que sirva de escândalo; disse o Mestre Jesus.

De carona na notícia do momento: A mulher que espancou um cão até a morte e a criatura que filmou e lançou ao mundo essa atitude.
Mais uma oportunidade que nós os espectadores temos de rever conceitos e desvendar nossa intimidade.
Qualquer oportunidade perdida de diagnóstico e tratamento da nossa evolução pessoal e coletiva trará choro e ranger de dentes; não tão light e diet como os peripaques e bruxismo da atualidade – rssss.

Material adaptado do meu livro: “Saúde ou doença: a escolha é sua” – Ed. Petit.
Santa época em que vivemos; pois a velocidade com que os fatos se sucedem deixa descoberto nossa falta de integração psicológica; e, rapidamente nos apresentamos no dia a dia como neuróticos, psicóticos ou personalidade psicopata (como a autora da ação em destaque na mídia), ao mesmo tempo. Tudo depende dos estímulos a que estivermos submetidos; isso está começando a nos assustar tanto na intimidade quanto na vida de relações:
Eu não era assim! Nossa não esperava isso de fulano! Eu era uma pessoa tão calma; mas hoje sou nervoso, agressivo!

Para conquistar o equilíbrio íntimo, vale conhecer as características de cada tipo: neuróticos, personalidades psicopatas, psicóticos, esquizofrênicos.
A complexidade para conceituar a divisão da doença mental é grande; definir limites precisos é quase impossível; desta forma, existirão neuróticos com grandes sofrimentos e psicóticos suportando razoavelmente as suas deficiências; pois o grau de intensidade e severidade dos sintomas vai do neurótico á personalidade psicopata e, finaliza no psicótico em suas várias formas de expressão.
Características diferenciais quanto à elaboração psíquica, relacionamento com o meio e comportamento do ego podem facilitar nossa tarefa de progredir. Com treino dá para perceber, se nosso comportamento, assemelha-se mais ao do neurótico, personalidade psicopata, psicótica; embora, se estivermos vivendo um surto psicótico jamais o admitamos.
Alguns tipos:
Neuróticos: inseguros, medrosos, ajustados ao meio, com boa elaboração psíquica; acha o neurótico que deve lutar antes de cooperar, é um ser competitivo que vive em conflito consigo mesmo e com o ambiente. Já procuram tratamento por terem consciência das suas dificuldades.
As neuroses são consideradas reações vivenciais anormais onde nem sempre, são visíveis e palpáveis as situações desencadeantes.
Crise neurótica: ocorre pelo acúmulo de pequenos desequilíbrios de personalidade como: o esgotamento nervoso e o estresse. Todos os casos são crises de personalidades em desajuste.
Tipos de neuroses: Neurose de angústia (ansiedade permanente). Neurose fóbica (focaliza um objeto ou situação). Neurose histérica (conduz à somatização). Neurose obsessiva (obsessão no sentido psiquiátrico). Neurastenia (cansaço crônico, com posterior somatização). Hipocondria (preocupação exagerada com órgão e funções). Depressões reativas (estado de profundo abatimento com pessimismo, desinteresse, idéias fixas e sentimento de culpa). Auto - obsessão (indivíduos que vivem voltados para si mesmos; preocupam-se em excesso com a saúde ou fatos corriqueiros da vida. Sofrem por inúmeras coisas. O doente constrói para si um mundo mental divergente; povoado de idéias fortes e mórbidas, que se tornam fixas ou de concepções abstratas, fantasiosas que se sobrepõem à razão, distanciando-o da realidade ambiental). Encontra-se muitas vezes a auto - obsessão vinculada à consciência de culpa; as vezes o indivíduo até já foi perdoado por sua vítima.
Habitualmente somos capazes de perceber no outro; atitudes neuróticas; difícil é observar o próprio comportamento; é preciso treinamento constante.
Personalidades psicopatas: os que estão nessa condição refletem o desajuste do eu; são seguros à sua própria maneira; apresentam defeitos de personalidade, embora exerçam funções com certa normalidade; apresentam alterações parciais de conduta desajustando-se com o meio; elas tendem a extremos de comportamento e não costumam avaliar os efeitos de suas atitudes; daí, não se acharem anormais e põem no ambiente ou naqueles com os quais convivem toda a origem de suas dificuldades. As variedades deste distúrbio são muitas, e resumiremos algumas:
Instáveis emocionais: imaturos de humor muito oscilante, pobres de afetividade, brigões, podem rir e chorar pelo mesmo motivo ou choram sem razão.
Personalidade passiva: dependentes, dominados e explorados; porém violentos em potencial ao liberarem a extrema contenção.
Personalidade agressiva: explosivos, excessivamente auto – afirmados; às vezes líderes quando inteligentes; atuam melhor em grupos ou bando.
Personalidade compulsiva: meticulosamente arrumados, doentios em suas preocupações de ordem e de trabalho; quando já em tentativa de tornarem-se neuróticos descontam na comida e nas drogas permitidas: açúcar, cafeína, farinha, chocolate, etc.
Personalidade anti-social: conflitos constantes com a sociedade e suas normas.
Desvios sexuais: são muitos e variáveis.
Alcoolismo, toxicomania e gula: variável com o grau de intoxicação e lesão adquirido.
O portador de personalidade psicótica para progredir espiritualmente usa muito mais a dor e o sofrer; pois encontra-se incapacitado enquanto psicótico para praticar a reforma íntima. Quem se encontra neste estágio é incapaz de movimentar recursos evolutivos pela reflexão, devido a ausência de auto – percepção das deficiências próprias; percebe apenas os instrumentos externos: situações, acontecimentos e o atrito com as criaturas de sua convivência. Precisa, e muito, dos choques de retorno da lei de causa e efeito para atingir a condição de neurose quando já reconhece suas deficiências, busca ajuda e tenta modificar-se.
Psicoses: profundas e graves lesões psíquicas que quase sempre necessitam de isolamento ou internação. A cura na atual existência é quase impossível tal o grau de profundidade da deficiência. Na maioria dos casos, a correção se fará ao longo das próximas existências, pois a evolução não dá saltos. Esquizofrenia e psicose maníaca depressiva são exemplos. Vale lembrar que, quem chegou a esse ponto de cristalização de atitudes mentais o fez segundo sua vontade e dela sairá apenas quando for do seu agrado mediante lentas depurações por encontrar-se temporariamente incapacitado.

Dica do EU SOU – uma proposta de transformação interior:

Anote e depois estude suas reações iniciais a esse acontecimento veiculado.
Elas determinam sem sombra de dúvida seu estado de evolução atual – no quesito: impulsos para sofrer e praticar violência.

Sim todo impulso de agressividade e violência nos coloca em sintonia com ela.

Artigos correlatos nos meus outros bloogs.

Crônicas de hoje correlatas nos bloogs.

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AGRESSIVIDADE COMO REAÇÃO

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PASSIVIDADE – UM TIPO DE VIOLÊNCIA

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VIOLÊNCIA SUBLIMINAR – LOTERIA DA INDÚSTRIA DA CURA

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REVENDO CONCEITOS DE AGRESSIVIDADE E VIOLÊNCIA

Namastê.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

INTENÇÕES OCULTAS NAS ATITUDES




A educação e a socialização nos tornaram quase experts a discorrer sobre o mundo em que estamos; mas a não perceber e a calar diante do mundo que somos. Para ilustrar: até mesmo a ciência médica também incorporou essa idéia: a da camuflagem, do ser impessoal; do ser coisa. E hoje os pacientes apenas conseguem vagamente perceber seus sintomas; as pessoas não estão mais capacitadas a explicar suas dores; as sensações costumam sofrer o processo de massificação tornando-se o indefinível mal estar ou o não estar bem; um problema é que muitos não sabem também explicar o que seja: estar bem. Tudo tende a ser jogado para o não pessoal na frieza dos exames baseados em aparelhos e trecos de tecnologia.

O conhecimento de nós mesmos passa de forma obrigatória pelo conceito da verdade que liberta.
Nosso assunto de hoje: O estudo das nossas atitudes.

Nem sempre revelamos abertamente nossas atitudes.
Esse comportamento é aprendido.
Para a maior parte de nós ser é diferente de parecer. Incorporamos através da experiência de outros a tentar manter algumas atitudes escondidas, em especial na infância, com os pais, já que quase todos realizam diferente do que pregam; pois, a maturidade ou crescimento interior não caminha lado a lado com o crescimento biológico.

Como diz o adágio: a verdade tarda; mas não falha.
Aqui em 3D onde tudo é mais lento; nós sempre tentamos parecer o que não somos; de forma meio que inútil e sofrida; pois não conseguimos o tempo todo, especialmente em épocas aceleradas com daqui em diante.
A verdade é que em determinados momentos, nós atraímos circunstâncias que derrubam as máscaras de contenção da personalidade social, deixando descoberta nossa personalidade real – a verdadeira. Mas, mesmo aqui não nos enganamos uns aos outros o tempo todo; pois, para um observador bem treinado, até a postura corporal desmente a atitude mistificadora do nosso comportamento cotidiano.

Retornando ao exemplo da saúde: essa forma de reagir, de fingir que a coisa não é conosco; quer não temos nada a ver com nossos problemas, é doidona. Doentes fingem que querem se curar quando nem desejam ser curados; para não perder as mordomias de estar doente; ou não estar bem. Curadores fingem que tentam curar; quando na realidade desejam manter o poder sobre os doentes com seus respectivos lucros. Visto de fora, por alguém de outro mundo a Terra deve parecer um tremendo hospício.

Quando somos pegos com a boca na botija da ilusão ou mentira; até por nós mesmos; quando é impossível negar; apelamos para as desculpas e justificativas mais sem noção:
Sou; mas quem não é!
Como se a normose fosse resolver nossos problemas com a verdade a nosso respeito.

O libertador conhecimento de nós mesmos passa obrigatoriamente pela avaliação permanente da intenção escondida atrás das nossas atitudes – pois, na tentativa de escondermos dos outros nossas intenções as escondemos de nós mesmos.
Sabe aquela brincadeira de guardar uma coisa tão bem guardada que depois você não lembra mais onde a escondeu?
Em se tratando da nossa evolução; podemos demorar séculos para lembrar onde nos escondemos de nós mesmos.

Exercício:
De vez em quando; dispa-se da fantasia das desculpas e justificativas – fique peladão ou peladona na frente ao espelho da sua consciência e olhe para suas intenções; preste atenção - mas, cuidado para não desmaiar nem sair correndo por aí sem a roupagem das desculpas e justificativas – internação na certa.

Boa busca.